1970 - 1300 1ª Série, o Podre - Angelo Abrahão


A história de Angelo com o Podre iniciou em 2009. Pesquisando pela cultura Rat Rod, ele se deparou com fuscas estilizados e passou a estudar a possibilidade de montar um veículo assim. Acabou caindo no fórum RatVolks onde além de encontrar novos amigos se deparou com um anúncio do Denis Zin, de Cascavel, vendendo um fusca no estilo que procurava. “Ele já havia rebaixado e instalado rodas, mas meu interesse estava pelo “casco”, diz.

2009 - Fee do Denis Zin de Cascavel PR  

















Apenas 5 dias após ver o anúncio, Angelo já estava com o novo carro em Curitiba para o início da saga. O objetivo era ter um carro com aparência surrada, porém confiável e com motor mais forte. Ainda em 2010 foram compradas as primeiras peças, dentre elas as rodas Randar aro 17, um novo jogo de bancos, um volante e um câmbio 8X31.

2010 - Fusca já em Curitiba 

















Por motivos pessoais o projeto ficou 1 ano parado, sendo retomado em 2011, quando o carro foi enviado para a oficina de lataria. O Fusca Podre foi inteiramente desmontado e foram substituídas todas as peças da estrutura que estavam ruins, como a cabeça de porco, para lamas, pés de coluna e partes inferiores das portas. O carro também recebeu uma pintura interna nova e foi feito o alinhamento geral da carroceria. Toda a parte elétrica também foi refeita nessa época.

2011 - Cenário nada animador - Oficina de Lataria 

















Após adquirir um motor completo de uma Kombi injetada e ver que nada pode ser aproveitado, Angelo comprou um bloco zero na Volkswagen e, após uma viagem ao Uruguai, trouxe um kit 92mm, um virabrequim de curso deslocado e uma série de peças de performance.



Pedra no caminho – Infelizmente, o projeto do Fusca Podre sofreu um grande baque. Não houve o comprometimento prometido pelo profissional da primeira oficina. Até então o carro receberia um sistema de suspensão independente, com mangas rebaixadas e cubos em alumínio. Mas nada disso foi entregue e para piorar muitas das peças que estavam na oficina foram perdidas.

2015 - A retomada do projeto

















Angelo chegou a pensar em desistir do projeto, mas no fim amargou o prejuízo e seguiu em frente. Teve que retomar a montagem do motor praticamente do zero, entregando o projeto ao mecânico Marcelo Cabelera, de Curitiba. Passaram-se 30 dias e o novo motor estava montado e funcionando: era um 2.100 cc, com duas 44 e com as carenagens todas cromadas, ao melhor estilo “oldschool”.

2016 - Novo motor instalado

















Enquanto o motor estava na bancada, o carro foi enviado para a CWB Volks Service. Lá toda a suspensão foi refeita seguindo o padrão original, porém com quadro encurtado e mangas rebaixadas, além de receber uma nova caixa de direção e freios a disco nas 4 rodas. Nesse meio tempo o carro passou por acertos gerais e recebeu um novo interior bege claro, com tapetes ao estilo buclê, bancos marrons e o volante Billet americano que Angelo havia comprado lá no início do projeto.



Por fim houve o casamento da nova mecânica com o carro finalizado. O resultado foi um carro firme e potente, mas redondinho para andar e que freia muito bem. Foram 4 anos até que Angelo finalmente tivesse nas suas mãos um carro com cara de mal cuidado, mas que na estrada consegue empurrar carros mais modernos e de potência bem superior à original do Fusca.








FICHA TÉCNICA

Fusca 1300 1970 1ª Série
Cor - Vermelho Granada
Motor 2100cc, dupla 44, com radiador de óleo externo e sistema de cárter seco.
Suspensão encurtada com amortecedores de D20 na traseira e Celta na dianteira.
Freios a Disco nas 4 rodas - dianteiros do Vectra GT e traseiros do Golf
Caixa de Direção do Monza
Rodas Randar 17’’ e pneus 205/40/17

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